Vivemos numa sociedade globalizada e por ironia a comunicação em relações interpessoais é nosso maior desafio. Várias famílias enfrentam problemas com relações disfuncionais e conflituosas.

As dissoluções de uniões conjugais aumentaram cerca de 20% nos últimos dez anos no País, o Censo de 2010 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstra que de 2000 até 2010, o número de pessoas envolvidas em algum tipo de separação passou de 11,9% para 14,6%.

          “As diferenças culturais, familiares e ideológicas, desafiam o bom relacionamento. A dificuldade de comunicação afeta não apenas o casal, mas todo o sistema familiar, gerando sentimentos hostis e sofrimento, problema que se repete quando uma criança envolvida, ao observar a atitude dos pais, internaliza o que viu e adota como modelo de comportamento.”

Embora a terapia de casal ajude a muitos casais, aderir ao processo terapêutico e expor seus problemas conjugais mais íntimos, ainda é um problema para muitos. Por isso, com frequência, são os filhos que chegam primeiramente ao consultório, apresentando desde queixas escolares à comportamentos depressivos. Nesse momento, há a necessidade do acompanhamento de sessões com os pais, situação onde é diagnosticada a raiz do problema, sendo recomendada assim a terapia para o casal. Em outros casos, apenas um procura ajuda psicológica como uma tentativa de solucionar a situação por conta própria, considerando geralmente certa resistência do outro em aceitar a necessidade do auxilio profissional.

Geralmente, mas não por via de regra, os homens tem receio de que o psicólogo irá dar “palpites” ou “conselhos”. Muitas vezes, fica a cargo da mulher tentar elucidar o papel do terapeuta, pontuando a necessidade de identificar os pontos chave que estão trazendo problemas para a relação e encontrar meios de superar a crise. Em muitos casos a mulher tem mais facilidade para a introspecção, favorecendo a chance dela demonstrar ao homem as vantagens em dedicar um tempo para a relação, isento de telefones tocando, campainha chamando ou crianças precisando de atenção.

Mesmo assim, ainda temos um grande número de homens tomando a iniciativa de buscar uma terapia para o casal.
Mas como saber quando é a hora certa de procurar auxilio profissional em situações conjugais?

            “é importante observar o diálogo na relação, como anda a comunicação entre o casal. A resistência em dialogar sobre assuntos que o outro considere importante é um sinal de que já não existe mais aquela receptividade de antes, algo ocorreu que os distanciou.”

Além disto fatos como brigas excessivas, agressões disfarçadas de ironia, traição seja no âmbito sexual ou de confiança, a própria desconfiança de uma possível traição, falta de comprometimento de uma das partes, silencio excessivo, etc.
O papel da terapia de casal é cuidar da comunicação entre os envolvidos, diagnosticar o que desestabiliza essa relação, encontrar novos comportamentos e fazer novos acordos. é compreender qual o melhor caminho para a saúde bio-psico-social de ambas as partes. Em geral, existe a possibilidade de uma reconciliação sadia, com novas responsabilidades e comprometimentos de cada um, possibilitando novas perspectivas e sonhos para o casal.

“Entretanto, em outras situações, um relacionamento perdura apenas baseado na crença de que casamentos são para sempre, ou mesmo pela responsabilidade e/ou ligação com os filhos, dando a entender que uma das partes deveria suportar qualquer atitude inadequada do outro, sem questionar, sempre pelo bem da relação, ainda que isso leve ao esgotamento de uma ou ambas as partes.“

Ainda dentro desse sistema de crenças, é possível que uma das partes não aceite o termino de algo, percebendo ou não que esse algo já acabou a algum tempo, demonstrando uma personalidade dependente, o que não permitiria o desenvolvimento de sua própria personalidade.
Não deixe uma situação como essa se prolongar, cada momento que passamos constrói uma parte de nossa realidade, então quanto mais permitirmos que o conflito em uma relação perdure, mais difícil se torna o reencontro de si e do outro.


Psicólogo | Psicologia | Bruno Moraes | Mogi das Cruzes

Bruno Moraes – Psicólogo Comportamental Cognitivo
CRP: 06/119065
Atendimento especializado em terapia comportamental cognitiva para jovens e adultos.


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