O amor obsessivo ou patológico se da quando o desequilíbrio interno da pessoa a leva a dependência de seu parceiro. No amor patológico, a pessoa ama loucamente, freneticamente, sem se importar se o objeto de seu amor tem a menor intenção de corresponder esse sentimento. A pessoa envolvida nesse comportamento de dependência pode até continuar a chamar esse sentimento de amor, considerando que “ama demais”, mas na realidade o sentimento já deixou de ser amor no momento em que se tornou dependência.

Amor é uma troca saudável entre duas pessoas, quando uma delas passa a se comportar de forma a prejudicar o outro, ocorre nesse momento uma confusão de sentimentos, mas certamente não se trata de amor.

A pessoa dependente passa a se apegar a ilusão de estar amando perdendo a habilidade de perceber a realidade ao seu redor. Por vezes até se percebe uma intensificação de sentimentos, mas esse evento é tratado por amor em demasia, considerando que seu parceiro(a) deveria ser grato(a) a tão forte sentimento e dedicação, sendo obrigado a corresponde-lo, sem perceber que tal dedicação na realidade é uma obsessão. Nesse momento não é o outro(a) que é amado, mas sim o símbolo ou ideia do que o outro(a) representa para essa pessoa.

         “Imagine que você não consiga pensar em nada que não tenha relação com determinada pessoa. Seu desejo e desespero são tão intensos que se aproximam da dor física. A ausência do ser amado o impele a escrever páginas e páginas de cartas e a discar seu número de telefone várias vezes ao dia. Por vezes, sentindo que está abandonado ou que ninguém dá atenção à sua dor, é compreensível que surjam ódio e planos de vingança. Em princípio, isso pode parecer apenas sinal de um comportamento irracional demonstrado por uma pessoa apaixonada que não é correspondida. Algo que, de acordo com senso comum, vai passar com o tempo. Mas e se esses sentimentos e comportamento persistirem? E se as tentativas de participar da vida do ser amado se tornarem cada vez mais exageradas e agressivas?”¹

Enquanto o comportamento obsessivo se manter, essa pessoa exigirá correspondência da outra parte na mesma intensidade que ela. A não ser que ambos estejam apresentando um comportamento obsessivo para com o outro essa opção não será possível. Porém, com tratamento e psicoterapia, é possível superar essas dificuldades e voltar a se relacionar de forma saudável.

Tal comportamento pode estar relacionado a dois quadros clínicos, o transtorno obsessivo compulsivo (TOC) ou o transtorno de personalidade dependente (TPD). é necessário uma avaliação de um psicólogo para identificar de qual dos casos se trata ou mesmo nenhum deles.

O tratamento e acompanhamento psicoterápico ajudará a pessoa a identificar e manejar suas fragilidades emocionais, permitindo adquirir novas habilidades em se relacionar com o outro de forma saudável, adequando seu comportamento para suas reais necessidades.


Psicólogo | Psicologia | Bruno Moraes | Mogi das Cruzes

Bruno Moraes – Psicólogo Comportamental Cognitivo
CRP: 06/119065
Atendimento especializado em terapia comportamental cognitiva para jovens e adultos.


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